Tríade Para a Harmonia – Disposição de Imagens - Casa Estilos

Tríade Para a Harmonia – Disposição de Imagens

20/04/2017

Parte III

 

Finalizaremos a tríade com o que realmente vem por último (sem querer tornar-se redundante!) na projeção de um ambiente: adornos, gravuras e obras de arte que dão impacto ao cômodo.

Se você já é um consumidor da arte, gosta de espalhar fotografias pela casa (ou no espaço de trabalho) –  ou simplesmente tem aquele hábito, que te acompanha ainda hoje, de adolescente que coleciona gravuras aleatórias como links – já percebeu que, em algum momento a composição ficou destoante ou exagerada. E, pra quem ainda tem uma parede “em branco”, pode conferir no texto de hoje algumas dicas para estrear bem o seu acervo de imagens.

Assim como tudo na ambientação de interiores, a composição de imagens estimula sensações e raciocínios às pessoas. E, quando falamos de ambientação, estamos afirmando que desde a iluminação, as texturas, a acústica, a climatização, enfim… tudo isso é estímulo! Não obstante, as imagens servem de alimento visual e deleite. Podendo ativar o nosso potencial criativo, ou simplesmente denunciar um pouco de quem somos nós. Há quem diga que esta parte da ambientação não seja utilitária/funcional. Discordando desta premissa, defendemos aqui a subjetividade de sua funcionalidade.

 

Das Pinturas, Desenhos, Impressões, aos Objetos Emoldurados.

 

Desde os primeiros momentos de racionalidade do ser humano, simultaneamente, enquanto este adquire habilidades de engenharia, existe uma necessidade inquietante dele deixar os seus vestígios na Terra. A arte material e palpável sempre fez parte deste processo civilizatório ao qual vivemos em um eterno gerúndio!

Seja nas cavernas, impressas do cotidiano e dos medos humanos. Seja nos afrescos egípcios enfatizando a ancestralidade divina dos seus governantes, ou mesmo a sensualidade pintada nas paredes romanas (cidade da matrona Vênus!), por onde o homem pisa há uma necessidade de se ver refletido literal e subjetivamente por representações imagéticas. Talvez para que tenha uma melhor compreensão de si…

As primeiras civilizações passaram por grandes mudanças de ideias, crenças e comportamento, assim também, a arte adquiriu uma finalidade mais comercial. Artistas viram nas telas de lona uma solução de deslocamento das obras, bem como possíveis alterações delas se tornariam fáceis de fazê-lo. Em seguida, surgiram as mais diversas técnicas de pintura e de impressão. O acesso a informação também tornou a arte menos elitizada.

Colagens

 

 

Muito comum entre as décadas de 80 e 90, os quartos repletos de colagens das revistas e dos discos das bandas preferidas, dos ídolos e dos ícones de uma época. Certamente, alguns devem dizer que esses painéis acima não passam de um caos completo, quando na verdade essas colagens estão fazendo menção a aquilo que falamos há pouco. Na verdade se trata de um grande painel semântico sobre o que é estético e/ou correto de se seguir, tornando mais clara uma visão de si mesmo. Porém, é óbvio que existem muitas possibilidades de painéis semânticos, que, inclusive, podem ser bem organizados, dar ritmo e cores para o espaço. Uma atividade bem divertida, por sinal!

Objetos como Arte

 

 

Então, você que ama os seus instrumentos de trabalho, ou os seus livros. Se você quer dar ênfase à aquela lembrança de viagem ou a um objeto de família, saiba que sim, eles podem ser as obras de arte de onde quer que você os coloque. Aliás, já está sendo muito disseminada a ideia de tornar objetos de afeto como parte integrante do design. Para esta composição não há regras, nem precisa de ritmo ou coerência entre os elementos. Pois, na verdade, a autenticidade deste causa estranhamento, servindo como ponto de atração visual.

Tendência

 

Se o modo que pensamos ou agimos atinge a todas as esferas, não poderia ser diferente com o design. O nosso imediatismo tornou a compreensão dos espaços como algo transitório, que pode passar por constantes alterações, ampliando espaços e reduzindo o “quebra-quebra” dos martelos. Por que, então, se comprometer em fixar quadros nas paredes, quando se pode apoiá-los nas mesinhas; nas estantes; em cadeiras e até no chão?

Apesar de essa nossa urgência contemporânea soar como algo negativo (em parte é!), certas tendência apenas nos mostram que podemos ter maior liberdade criativa e não nos prendermos tanto a fórmulas pré-definidas.

O espaço é seu, deixe-o do jeito que te faz feliz! 😉

Por Isabelli Rodrigues
Designer de Interiores
isabellirodriguesdesigner@gmail.com

 

 

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