Estúdio do Artista por Sandra Moura - Casa Estilos

Estúdio do Artista por Sandra Moura

28/06/2017

Casa Cor SP 2017

Em celebração aos seus 30 anos de arquitetura, Sandra Moura assina pela primeira vez um espaço na CASA COR São Paulo. Para criar uma atmosfera que envolve arquitetura, design e botânica, a profissional desenvolveu um espaço de 100m² de atravessamentos conceituais, onde os três elementos se unem para criar um lugar de habitação com arte. O Estúdio do Artista foi criado em homenagem ao artista plástico paraibano José Rufino, conhecido por suas obras com temas memorialísticos, sociais e políticos e une o regionalismo com contemporaneidade, num espaço atemporal.

Tomando como mote as características da vida e obra de Rufino, Sandra Moura mergulhou em pesquisas de materiais específicos: plantas raras, móveis e objetos de design especial, rochas, estruturas metálicas e texturas. “O estúdio é uma residência artística, uma casa fora de casa, um módulo avançado para viver e soltar o pensamento criativo”, afirma a arquiteta. Assim, seguindo pistas apontadas pela formação original do artista, geólogo com doutorado em paleontologia, a profissional escolheu o quartzito Gabana Gray, uma pedra cheia de fósseis de centenas de milhões de anos que tem uma cor única, verde acinzentada que reveste parte do espaço.

Para compor o ambiente, um parquet cimentício que convive em harmonia com os veios e fósseis do quartzito polido, propondo um contato entre o simples e o sofisticado, uma alusão aos ornamentos barrocos do Nordeste, onde ouro e cal são misturados na arquitetura. Esse mesmo contato de nobreza e simplicidade está presente em uma escultura de parede de José Rufino; uma raiz dupla, que a parte inferior é tingida de escuro e parte superior coberta de ouro.

O elemento de design mais simbólico no estúdio é a grande estrutura metálica e vazada que a arquiteta desenhou para percorrer todo o espaço. Híbrido de esqueleto de coluna e viga, o elemento se transforma em estante, vitrine ou cabide, passando pelo hall, copa, quarto e reaparecendo no terraço. Essa peça, acomoda parte das coleções de estranhezas de Rufino, vindas do ateliê do artista, livros, obras de arte de sua autoria e plantas raras, em vasos ou em terrários.

A estética precisa do jovem Jader Almeida dialoga com o conceito de design cooperativo/coletivo de Geraldo de Barros, fotógrafo, artista e design por quem Rufino nutre especial interesse. Na realização do desejo do “cliente-artista”, Sandra encontrou a metáfora ao ideal de “design para todos”, tema da mostra esse ano.

Em uma das paredes, um enorme painel fotográfico, de 7m x 2,50m, rompe os limites do estúdio, transportando o olhar diretamente para o que se vê do ateliê paraibano de Rufino, uma reserva de Mata Atlântica. A mata trazida de lá, por meio de uma simples fotografia, cria um jogo de transmutação de lugares, um tipo de mágico que testemunha que arquitetura e arte, quando unidas, provocam sonhos.

Texto: Denise Delalamo Comunicação

Fotos: Marco Antonio

 

Para assistir a entrevista que fizemos com Sandra Moura em Casa Cor SP, Clique Aqui

 

 

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